quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Prólogo
Tomar a atitude certa nem sempre é tão fácil. Nunca soube se o que fiz ou o que construí durante minha vida foi o correto, nem ao menos sei se mudaria alguma coisa. Só terei certeza de que tudo que fiz esta certo ou errado quando revive-la. Seria muito melhor se isso acontecesse de verdade, mas como não estamos em nenhum filme de ficção, terei que buscar um pouco fundo na minha memória, já que anos e anos se passaram, e com certeza, foram muito bem preenchidos. Falar sobre tudo o que fiz, ou deixei de fazer é extremamente ruim, vendo do ponto de vista de onde eu estou. A cela de uma cadeia nem sempre é um bom lugar para escrever, mas pelo menos isso ajuda a passar o meu tempo, e eu não preciso estar convivendo com esses abutres que ficam ao meu redor. Não sei exatamente se a palavra certa é desagradável para descrever a sensação que sinto estando junto deles, mas estar rodeado de pessoas que come-tem crimes, na maioria das vezes sem nenhum motivo, não se torna uma tarefa fácil. São indivíduos que possuem uma mente sem nenhuma inte-ligência e fazem tudo por diversão ou medo de ter uma vida digna. Vocês devem estar se perguntando por que eu estou aqui, que crime eu cometi para merecer um castigo como esse. Posso dar uma certeza a vocês, não cometi um crime, cometi vários, e me orgulho deles, pois por muitos anos fiquei solto pelas ruas sem que ninguém me captu-rasse ou até mesmo desconfiasse que eu fosse o autor de tais atrocidades. Ficar solto por mais de dezessete anos me fez ter orgulho de tudo o que fiz, por isso já acho que esteja de bom tamanho, cumpri meu papel. Bastante tempo, não acham? Eu achava muito tempo também, até descobrir que depois de pouco mais de dezessete meses preso minha vida parece não sair do lugar. Meu advogado conseguiu me safar da pena de morte, mas a pena que estou cumprindo para pagar pelo que fiz é simplesmente, perpétua. Não sei exatamente por mais quanto tempo vou agüentar ficar trancando aqui, mas para que esse tempo dure o bastante para eu me acostumar um pouco mais com essa vida de preso, estou escrevendo esses relatos. Através de um pedido do Sr. Mark, meu advogado, conse-guimos que ele pudesse me trazer toda a semana uma caixa de giz para poder escrever nas paredes de minha cela. Obviamente não foi nem um pouco fácil fazer com que o juiz a-provasse esse pedido, afinal sou um condenado a prisão perpétua, mas como mostrei um bom comportamento durante esses longos meses e não demonstrei nenhuma vontade de me rebelar ele acabou cedendo. Foi uma vitória muito comemorada por mim, pois sei que minha vida já está chegando ao fim, mesmo tendo vinte e nove anos. Aqui não é um lugar muito grande, mas todo o final da semana, geralmente na sexta-feira, o Sr. Mark traz seu computador no horário de visitas e transcreve tudo para mim, traz uma nova caixa de giz e os carce-rários me mandam limpar o que já está escrito.Combinei com o Sr. Mark para que quando eu terminar de escrever tudo o que pretendo, ele use o dinheiro que tenho guardado no banco para publicar esses relatos. Não sei exatamente a quantia que tenho, mas acredito que dê para vender algumas cópias. Como sou muito conhecido tenho certeza de que as pessoas vão se interessar para saber tudo sobre mim. Isso pode me render mais um dinheiro e mais cópias do livro. Espero que dê tudo certo. Tenho apenas um objetivo aqui dentro dessa cadeia: Terminar esse livro. Logo após, não sei o que me aguarda, nem ao menos sei se vou conseguir viver para ver meu livro se publicado, ou para ter um em minhas mãos. Des de que todos conheçam minha história por completo, ficarei feliz. Após essa pequena introdução, vou começar a contar tudo, abso-lutamente tudo o que me ocorreu, mas lhes dou uma pequena advertência e alguns conselhos: algumas coisas são um pouco chocantes, por isso, se você não quer lê-las pule algumas páginas, mas se você quer saber de tudo, não perca uma única palavra. Mike Taylor Robbs
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Ahhh.... *-* Gostei.
ResponderExcluirEu não vou pular as paginas ! XD